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O Ovo é, por excelência, um símbolo de vida. Desde sempre, o ser humano atribuiu intuitivamente ao Ovo a noção de fonte geradora de vida e de origem do mundo. Se, por um lado, foi parte integrante do imaginário mitológico de Celtas, Gregos, Egípcios, Fenícios, Tibetanos, Hindus, Chineses ou Japoneses, por outro, as suas qualidades nutritivas incluiram-no nos hábitos alimentares dos mais variados povos.
O simbolismo do Ovo liga-o à formação essencial do mundo e do homem. É visto como um elemento primordial, considerado pelos egípcios como a origem dos seres diferenciados, tendo sido o ponto de partida da organização do caos. Na tradição chinesa, antes da distinção entre céu e terra, o caos tinha a aparência de um Ovo de galinha.
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Para o povo Licuba, do Congo, o Ovo é uma imagem do mundo e da perfeição, em que a gema é associada à fertilidade feminina e a clara ao vigor masculino.
As fases de postura e de incubação do Ovo têm também vários aspectos simbólicos interessantes. Nas seitas de meditação budista, a galinha choca é considerada como símbolo da concentração do espírito e do seu poder espiritualmnete fecundo. O Ovo é também visto como símbolo de prosperidade: o povo A-kha, do norte do Laos, acredita que sonhar com uma galinha que põe vários ovos é uma promessa de riqueza para breve.
Um pouco por todos os continentes, aos rituais simbólicos estavam ligados os banquetes e os festins, havendo assim uma complementaridade entre espiritualidade e gastronomia, em que o Ovo acabava por ser uma simbiose de ambas. Baseando a sua subsistência na agricultura, os povos que dependiam da regularidade das colheitas enfrentavam com temor a possibilidade de intempéries, pelo que, os cultos à fertilidade envolviam venerações às entidades divinas.
O Ovo possuía, portanto, uma função bastante importante no quotidiano dos povos ancestrais, vindo a enquadrar-se gradualmente numa actividade económica específica, por intermédio da avicultura. Inicialmente com um carácter doméstico e destinada ao consumo local, a produção de ovos evoluiu em escala através dos séculos.
Na medida em que o seu valor alimentar era cada vez mais apreciado e divulgado, os métodos de produção acompanharam uma procura crescente.
A partir do século XX, tal como em todos os restantes sectores económicos, a avicultura assimilou os princípios dados à produção industrial.
Actualmente, o Ovo continua presente em rituais de carácter mais ou menos religioso, como é o caso da Páscoa. No entanto, a importância que hoje possui deve-se, acima de tudo, à sua versatilidade e adequação ao ritmo imposto pelas tarefas da rotina diária: refeições rápidas, um correcto equilíbrio nutritivo e uma gestão horária exigente.
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